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Semae orienta para uso correto de caixa de inspeção de esgoto

O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) orienta os moradores sobre a forma correta de manter as caixas de inspeção de esgoto, que são aquelas estruturas de alvenaria/concreto instaladas geralmente nas calçadas, e que facilitam o acesso à tubulação para limpeza e desobstrução. O Regulamento Geral da autarquia (decreto 17.576/2018) estabelece as normas para construção e manutenção do dispositivo – trabalhos que são de responsabilidade do morador. Uma das principais regras é que as caixas devem ser mantidas com tampas não lacradas.

O artigo 71 do regulamento detalha que as caixas de inspeção, também chamadas de Terminal de Inspeção e Limpeza (TIL), devem ter tampas com fecho hermético (totalmente fechado), mas sem qualquer impedimento para eventuais manutenções e no mesmo nível do passeio público. As tampas, caso estejam lacradas, devem ser abertas pelos proprietários.

Muitas vezes, as equipes de fiscalização e manutenção do Semae têm dificuldade para realizar seu trabalho pelo fato de as tampas estarem lacradas.

“Entre outros problemas, a caixa de inspeção lacrada impede a visualização das condições do dispositivo e atrasa a solução do problema, já que a equipe tem de retornar em outro dia, quando o morador tiver providenciado a abertura da tampa”, afirma o encarregado Aldemir Matos, que atua no Departamento de Operações do Sistema de Esgotamento Sanitário da autarquia.

“A caixa de inspeção, quando não está lacrada, facilita a vida do próprio morador, que pode identificar problemas de entupimento na rede interna do imóvel. Por exemplo: se o esgoto estiver retornando pelo vaso sanitário e a caixa de inspeção estiver seca, é um indicativo de que a obstrução está na tubulação do imóvel e não na rede da rua”, exemplifica o encarregado.

O fiscal Solano Primo Bentos, que no dia a dia se depara com o problema de tampas lacradas nos imóveis, conta que há situações em que o morador não está na casa e é necessário fazer várias tentativas para localizar o responsável pelo imóvel.

“A caixa de inspeção correta traz segurança para o usuário (morador). Num caso de entupimento na rede do Semae, por exemplo, se a caixa de inspeção não estiver lacrada, como deve ser, o esgoto extravasa na tampa, até que façamos a desobstrução. Este vazamento na calçada não deixa de ser um incômodo, mas com um impacto muito menor do que o retorno para dentro do imóvel, o que pode ocorrer se a tampa estiver lacrada”, exemplifica o diretor do Departamento, Anderson Amorim.

O Semae prioriza o trabalho de orientação, mas manter a tampa lacrada pode levar a multas previstas no regulamento: 10 Unidades Fiscais do Município (UFMs) para residências, 20 UFMs para clientes comerciais e 50 UFM para instalações industriais.

O valor da UFM em 2023 é de R$ 222,54.

Semae orienta moradores a instalar caixa d’água em casa

O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) orienta os moradores que ainda não têm caixa d’água a providenciarem a instalação de um reservatório em casa. Nas manutenções, que são comuns em todas as companhias de saneamento, a caixa d’água mantém o abastecimento no imóvel enquanto a rede e demais estruturas passam por reparos. No Brasil, a obrigatoriedade de instalação de reservatórios em edificações está prevista em leis e normas técnicas. Em Mogi das Cruzes, está regulamentada pelo decreto 14.647/2014.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por exemplo, órgão responsável pela normatização técnica no Brasil, aborda o tema em sua norma número 5626, que trata da instalação predial de água fria.

Em Mogi, para que os projetos de novas casas e condomínios sejam aprovados, é exigida a instalação de reservatório de água. A norma consta do artigo 66 do decreto 14.647/2014 (Regulamento do Semae): “É obrigatória a instalação de caixa d’água ou reservatório de capacidade igual ou superior ao consumo diário estimado em todas as instalações prediais dotadas de ligação de água do sistema público”.

Porém, como a cidade é antiga, muitas residências foram construídas sem que fossem instalados reservatórios.

A recomendação é de uma reserva de 200 litros diários por pessoa. Assim, uma família com cinco membros deve ter em casa uma caixa d’água de mil litros, no mínimo. Isso garante o abastecimento da residência durante manutenções de rotina na rede e, com o uso moderado, o fornecimento fica garantido até por mais de um dia, mesmo com o sistema público suspenso.

“É muito importante que toda casa tenha uma reservação de água capaz de atender às necessidades dos seus moradores por pelo menos um dia inteiro. Este é um grande benefício, pois acaba com o desconforto de ficar esperando a água voltar, em caso de falta d’água no bairro”, afirma Wagner de Carvalho Moraes, da Divisão de Distribuição de Água do Semae.

Ele explica que as paradas no sistema de distribuição podem ocorrer por quatro motivos: manutenção corretiva, manutenção preventiva, instalação de equipamentos e falta de energia elétrica.

“Sempre que identificamos algum problema, seja um vazamento, queda de energia ou mesmo furto de equipamentos, entre outras situações que paralisam o fornecimento normal de água, trabalhamos para que o serviço seja restabelecido o mais rápido possível, para minimizar os transtornos à população. Por isso, as caixas d’água são indispensáveis “, completa Wagner.

Manutenção
Assim como o sistema de abastecimento precisa de reparos, a caixa d’água também necessita de manutenções e limpezas para funcionar de maneira adequada. O Semae recomenda aos moradores que verifiquem periodicamente as condições dos reservatórios em suas residências, principalmente a situação da tampa e da boia que regula a entrada de água.

SAIBA MAIS

Por que ocorrem paradas no sistema de abastecimento?

São quatro motivos:
1) Manutenção corretiva: quando o Semae identifica um vazamento, por exemplo. Nesse caso, a autarquia tenta fazer o conserto sem parar o abastecimento. No entanto, em alguns casos, a tubulação é tão grande que não é possível fazer o reparo sem interromper o fornecimento de água.

2) Manutenção preventiva: quando o Semae faz um serviço para melhorar o abastecimento. Pode ser a troca de uma bomba, substituição de uma válvula ou tubulação que já chegou ao fim de sua vida útil.

3) Instalações de equipamentos: são as situações em que a autarquia precisa instalar hidrômetros, válvulas e sensores para melhorar a distribuição da água entre os bairros.

4) Falta de energia elétrica: quando acaba a energia e as bombas são desligadas. Às vezes, isso acontece por furto de equipamentos e atos de vandalismo nas estações de bombeamento do Semae.

O que o Semae está fazendo para que essas interrupções ocorram com menos frequência?

1) A autarquia também possui várias caixas d’água, e está investindo na implantação de novos sistemas de abastecimento. Recentemente foram instalados quatro reservatórios novos: dois na Vila Oroxó, um em Jundiapeba e outro na Vila Pomar. O menor deles tem capacidade para 2 milhões de litros de água, e o maior pode armazenar até 8 milhões de litros. Atualmente, o Semae providencia as estruturas complementares, como conjuntos de bombeamento e tubulações, para que esses sistemas entrem em operação.

2) Setorização na região leste da cidade. Setorização é a divisão de uma grande área de abastecimento em sistemas menores. O objetivo da autarquia é agilizar manutenções e diminuir perdas de água, por meio do remanejamento da rede de distribuição e instalação de equipamentos para controle de pressão e vazão.

O Semae recomenda:

1) Além da instalação de caixa d’água, o Semae recomenda aos moradores utilizar água com economia, evitando desperdício.

2) A autarquia também pede o apoio de quem mora próximo às estações de bombeamento para que denunciem à Polícia Militar (190) ou à Guarda Municipal (153) caso percebam alguma situação suspeita de furto ou vandalismo nas unidades.

Mais informações pelo telefone 115