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Melhorias na distribuição e monitoramento de pressão reduzem vazamentos de água e reclamações em Jundiapeba

O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) vem intensificando as ações para melhorar a eficiência na operação da distribuição de água. O destaque nos últimos meses é Jundiapeba, em que um gerenciamento mais efetivo da pressão na rede e ações de caça-vazamentos não visíveis reduziram os problemas nas tubulações da região central do distrito e, consequentemente, as reclamações por falta d’água.

Em janeiro, foram mais de cem ligações para o telefone da autarquia com queixas de desabastecimento em Jundiapeba. Após um período de ajustes no sistema e na pressão, em abril foram apenas cinco reclamações. A relação entre menos vazamentos e menos reclamações é que a maioria das interrupções do abastecimento ocorre para reparos na rede.

“Fizemos um acompanhamento minucioso da pressão nas bombas da Estação de Tratamento de Água Centro, que fazem a distribuição para Jundiapeba, até obtermos a melhor calibração, que possibilitou reduzir a pressão, evitando vazamentos e diminuindo a demanda, mas sem prejudicar o abastecimento”, explica Wagner de Carvalho Moraes, da Divisão de Distribuição de Água da autarquia.

Ajustes na operação de bombas resultam em pressões de abastecimento mais uniformes, tanto nos períodos de consumo mais intenso do dia, quanto das 23h às 5h, horário com demanda bem abaixo da média.

Todo esse trabalho visa a minimizar as variações de pressão e vazão a que os 1.200 quilômetros de tubulação (extensão da rede de abastecimento de água do Semae) são submetidos, garantindo um fornecimento de água com menos variações ao longo do dia.

No caso de Jundiapeba, por exemplo, o melhor controle da pressão proporcionou resultados positivos também no Reservatório Baixo 1 (RB1), da Vila Natal.

É que ambos são abastecidos com água da Estação de Tratamento Centro. Com a pressão controlada e menos vazamentos em Jundiapeba, há mais água disponível para o RB1, que com isso mantém uma reserva mais alta e com menos oscilações de nível, possibilitando melhor controle da distribuição também para outros bairros atendidos por esse sistema.

“Essas ações não são isoladas, mas vêm ao encontro de um conjunto de medidas implementadas pelo Semae para melhor gerenciamento de pressão, dar mais agilidade às manutenções e reduzir perdas”, conclui o técnico.

Entre as medidas estão os investimentos em setorização (divisão de uma grande área de distribuição em sistemas menores, chamados de “distritos de medição e controle”) e o trabalho de geofonamento, que identifica vazamentos não-visíveis – com uso desta técnica, a autarquia aumentou em 45% a média mensal de vazamentos identificados e corrigidos. No ano passado, foram realizados 667 reparos por mês, em média. De janeiro a abril de 2021, o número subiu para 967.

Isso não significa que o número de vazamentos seja maior do que antes. O que explica este aumento é a intensificação do geofonamento, que permite localizar mais vazamentos não-visíveis e solucionar o problema de forma rápida.

Para resultados ainda mais efetivos, o Semae solicita a colaboração de todos os munícipes para que, ao identificarem um vazamento na rua, entrem em contato com a autarquia pelo telefone 115.