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Em cenário de possível escassez de água, Semae amplia combate a vazamentos e incentiva economia

Atento a um possível cenário de escassez de água nos próximos meses, devido à falta de chuva, o Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) vem intensificando as ações para evitar desperdícios, como o combate a vazamentos. Por meio da técnica do geofonamento, a autarquia aumentou em 45% a média mensal de vazamentos identificados e corrigidos. No ano passado, foram realizados 667 reparos por mês, em média. De janeiro a abril de 2021, o número subiu para 967.

“Isso não significa que o número de vazamentos seja maior do que antes. O que explica este aumento é a intensificação do geofonamento, que nos permite localizar mais vazamentos não-visíveis e solucionar o problema de forma rápida”, explica o diretor-geral adjunto da autarquia, Paulo Beono Jr.

O geofonamento identifica vazamentos não-visíveis, que são aqueles em que a água não aflora à superfície, mas permanece embaixo da terra. A verificação é feita nas redes e ramais (tubulações que ligam a rede de distribuição da rua aos imóveis) por meio de equipamentos mecânicos e eletrônicos que detectam ruídos.

Só nos primeiros quatro meses de 2021, o Semae já inspecionou 224 quilômetros de tubulações com o uso de geofones. Outros 356 quilômetros já estão na programação.

Vazamentos não visíveis ocasionam desperdício de água e transtornos aos moradores, já que reduzem a pressão nas redes, podendo causar até desabastecimento. A metodologia do geofonamento aprimora atuação das equipes, ao agilizar manutenções preventivas e corretivas.

Outra ação que tem contribuído para reduzir o desperdício é a substituição de ramais, em vez do reparo. Quando há vazamento numa dessas ligações, a autarquia tem priorizado a troca, o que diminui a possibilidade de novos vazamentos.

Necessidade de economia
A proximidade de um possível cenário de escassez é explicada pela redução da disponibilidade de água nas represas da região. Na comparação entre o verão deste ano (2020-2021) e o do ano passado (2019-2020), houve uma queda de 30 pontos percentuais no nível das barragens do Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat). No início de maio do ano passado, as represas da região estavam com mais de 80% de sua capacidade. Hoje, são menos de 60%.

O Semae de Mogi das Cruzes não utiliza água das represas, mas o volume das barragens interfere também no nível do rio Tietê, onde a autarquia faz a captação para abastecimento público.

“Por melhor que seja o desempenho operacional, devemos lembrar que o Semae não produz água. Nós captamos, tratamos e distribuímos, e dependemos do volume de chuva para garantia de segurança hídrica. A água é um recurso finito, e uma disponibilidade menor aumenta a necessidade de economia. O consumo moderado e consciente deve ser um comportamento constante”, afirma o diretor-geral da autarquia, Marcelo Vendramini.

O Semae orienta ações simples para economizar, como banhos curtos, fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer lavagens de roupas sempre com a máquina cheia (apenas quando tiver carga suficiente para completá-la), além de identificar e reparar possíveis vazamentos internos, entre outras medidas.

“Hoje, é possível notar que há menos vazamento nas ruas, e isso é resultado da intensificação do nosso trabalho preventivo de geofonamento. Ainda assim, quando uma pessoa identificar qualquer vazamento na rua, é importante que nos informe para agirmos o mais rápido possível na manutenção”, conclui o diretor-geral.

O Semae solicita a colaboração de todos os munícipes para que, ao identificar um vazamento, entrem em contato com a autarquia pelo telefone 115 ou pelos números de Whatsapp (994454-3939, 94217-1475 e 95786-8775).