Semae Mogi das Cruzes realiza limpeza 100 quilômetros de redes de esgoto nos primeiros 5 meses do ano
18 jun 2026
Semae faz sucção de detritos acumulados na rede e jateamento com água sob pressão, no interior da tubulação (Divulgação/Semae)
De janeiro a maio deste ano, o Semae Mogi das Cruzes realizou a limpeza de 100 quilômetros de redes de esgoto, de forma preventiva ou para manutenção. Com o isso, a autarquia mantém o ritmo de serviços de 2025, quando atingiu, ao longo de 12 meses, 245 quilômetros de limpeza de redes, superando em 16,7% o resultado do ano anterior: 210 quilômetros.
“Desde o ano passado, estamos mantendo uma média de 20 quilômetros por mês. Só que mais importante do que uma extensão maior de tubulações que foram limpas é que isso resultou numa queda de 8% nas reclamações de vazamento de esgoto de 2024 para 2025”, explica o chefe da Divisão de Manutenção de Redes de Esgoto da autarquia, Rafael Regueiro.
Mas para garantir o bom funcionamento do sistema, o Semae também reforça a orientação aos moradores para o uso correto da rede.
Um problema muito recorrente é o lançamento de materiais sólidos no sistema de esgoto. É comum as equipes responsáveis pela manutenção retirarem das tubulações vários detritos como gordura solidificada, preservativos, fraldas, lenços umedecidos, pedaços de pano e excesso de papel higiênico, por exemplo. São materiais que jamais poderiam estar na tubulação de esgoto.
O resultado são entupimentos, vazamentos, retorno de esgoto para dentro dos imóveis, erosões e mau cheiro nas ruas e bloqueios no trânsito para os serviços de reparo, além de despesas para a autarquia devido ao deslocamento de funcionários e equipamentos.
O mau uso da rede também afeta e demanda por reparos nas estações elevatórias e cestos de gradeamento (estruturas que bloqueiam a passagem do material sólido nas unidades de bombeamento e de tratamento).
Nas manutenções, são utilizados caminhões combinados que fazem a sucção dos detritos acumulados na rede e o jateamento com água sob pressão, no interior da tubulação.
Água de chuva no esgoto
Outro problema comum são as ligações irregulares da drenagem de água de chuva na rede de esgoto nas residências. Essas tubulações que partem das calhas e dos ralos do quintal, nos imóveis, não podem ser ligadas no esgoto. O correto é que conduzam a água da chuva para as guias nas ruas, de onde segue para as bocas de lobo e galerias e, na sequência, até os córregos e rios.
De acordo com o Departamento de Operações do Sistema de Esgotamento Sanitário, setor da autarquia responsável pela rede e estações de esgoto, o aumento de chamados para reparos nas tubulações em época de chuva, devido a ligações irregulares, causa transtornos para os moradores e também para o Semae, pois demanda um volume maior de manutenção e deslocamento de equipes, ampliando o tempo de resposta e os custos operacionais.
A ligação de águas pluviais na rede de esgotamento eleva ainda a necessidade de manutenção devido ao acúmulo de terra que é levada pela chuva para as tubulações de esgoto. Misturar as redes pode ocasionar ainda vazamentos em tampões de rede – visíveis nas ruas e avenidas após dias chuvosos.
Outro tipo de ocorrência comum é o retorno de esgoto para dentro das casas: isso acontece porque o volume de chuva que chega às tubulações de esgotamento é muito grande, superando a capacidade de vazão do sistema de esgoto e voltando para dentro das residências, causando transtornos aos moradores.
“As manutenções preventivas são um trabalho permanente, mas muito do que fazemos de reparo na rede poderia ser evitado com o uso correto do sistema. As manutenções, nesses casos, são apenas soluções emergenciais. Para resolver o problema de forma definitiva é necessário que os responsáveis pelos imóveis verifiquem o correto escoamento de água de chuva e não joguem lixo no vaso sanitário”, afirma o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado.

