Estudantes de turismo conhecem Semae Mogi das Cruzes com foco no aspecto histórico e cultural
23 jun 2026
Biquinha: tanque na rua São João foi, durante décadas, opção para moradores terem acesso à agua para atividades do dia (Arquivo/Semae)
Um fato que remonta às primeiras décadas do século passado despertou o interesse de alunos do curso de Guia Especializado em Atrativo Turístico Cultural, do Senac Guarulhos Faccini, em visitar a Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro, na manhã desta terça-feira (23/06), pelo programa Semae de Portas Abertas. O que chamou a atenção dos estudantes foi um relato encontrado no livro “50 Anos Semae: a história do Serviço Municipal de Águas e Esgotos” sobre a “Biquinha”, um tanque que ficava na Rua São João e que, durante décadas, foi opção para moradores terem acesso à água para atividades do dia a dia, como a lavagem de roupas.
“Soubemos que antes da construção da autarquia, havia uma bica onde as pessoas tinha acesso à água. O Semae, portanto, trouxe uma mudança de cultura com a modernização do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto, trazendo mais qualidade de vida e saúde para as pessoas”, relata Natasha Lucareski, que montou o roteiro de visita junto com os colegas Rafael de Menezes Hussta, Rosiane Carrilho e Stephane Lina Vieira.
O trecho do livro conta como a cidade, no início do século passado, “convivia com fatos pitorescos no uso da água por sua população. Um exemplo ficava na Rua São João, em frente a seu encontro com a Rua Primeiro de Setembro. Pelo local, corria um curso d’água, denominado Córrego dos Bambus. Naquele ponto, formava-se uma espécie de bica, onde as mulheres das redondezas se reuniam para lavar roupa. Em 1932, a Prefeitura construiu um grande tanque no local, que facilitava a tarefa e que permaneceu por lá até a canalização do córrego. Hoje, o local é uma praça”.
Ainda na primeira metade do século, o abastecimento evoluiu para captação na Serra do Itapeti, com construção de reservatórios e implantação de redes para distribuição, até começar a captação no rio Tietê, em 1951. O Semae surgiu em novembro de 1966.
“Todos os alunos já são guias de turismo. O objetivo do curso é formalizar roteiros turísticos que trabalham a cultura, mostrando que qualquer local pode ser ressignificado, valorizando todos os aspectos da cidade”, afirmou a professora de Turismo e Hospitalidade Raquel Medeiros Lopez, que acompanhou o grupo de alunos.
Os estudantes conheceram as diferentes fases e equipamentos do processo de tratamento que transforma a água bruta – captada no rio Tietê – em água potável.
O grupo foi orientado pelos servidores Ivan Santos de Jesus e Beatriz de Oliveira e pelas estagiárias Wendy Pickler e Victoria Mickaelle Araujo Carmo, do Departamento de Operações do Sistema de Água da autarquia.
Agendamento
Responsáveis pelas escolas que tiverem interesse em marcar a visita podem ligar para 4798-5715, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, ou enviar e-mail para visitas@semae.sp.gov.br.
As visitas ocorrem às terças e quintas-feiras, a partir das 8h45, com duração aproximada de 45 minutos e até 25 visitantes por turma.

