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História


O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) foi criado pela Lei Municipal 1.613, de 7 de novembro de 1966. Com mais de 50 anos de história, a autarquia é um patrimônio público de Mogi das Cruzes.


ABASTECIMENTO DE ÁGUA

No início do século 20, o abastecimento em Mogi das Cruzes era por água proveniente da Serra do Itapeti, pelas fontes Muniz e Veríssimo.

Em 1929, a estimativa era de que a captação encaminhava à cidade em torno de 7 litros por segundo, por meio de uma adutora.

Para armazenar esse volume de água e fazer a distribuição para a população do perímetro urbano, foi construído um reservatório com capacidade para aproximadamente 2 milhões de litros. A estrutura foi inaugurada em 14 de julho de 1929.

Reservatório de água de Mogi das Cruzes, em 1935

A captação de água do rio Tietê começou em 1951, com uma estrutura construída às margens da atual Avenida João XXIII, à época conhecida como Estrada do Rio Acima. Com isso, a captação dos mananciais da Serra do Itapeti era encerrada, após cerca de meio século de utilização.

Em 1957 foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água, situada na Rua Otto Unger, 450, e também o reservatório-torre de 600 mil litros - a caixa d'água de duas cubas se tornou, ao longo dos anos, um símbolo da autarquia e da cidade.

Com o crescimento de Mogi das Cruzes, em novembro de 1966 foi criado o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) como entidade autárquica responsável pelo abastecimento de água e pela coleta e afastamento de esgotos.

Em 31 de março de 1971, o Semae mudou sua sede: saiu das acanhadas e pouco funcionais instalações alugadas na Rua Dr. Deodato Wertheimer para um prédio próprio, construído na Rua Otto Unger, onde funciona até hoje, ao lado da ETA Centro.

Naquele início da década de 70, era preciso mais para garantir que o benefício da água tratada chegasse a todos os habitantes da malha urbana.

Em 29 de outubro de 1972, foi inaugurado o Reservatório Baixo 1 (RB-1), na Vila Natal, que com capacidade para 15 milhões de litros, é o maior entre as estruturas próprias da autarquia.

Levando-se consideração que grande parte da região de Braz Cubas, Jundiapeba, Alto do Ipiranga e bairros próximos ainda não dispunham de água potável, a rede de distribuição de água do Município foi ampliada, também a partir de 1972. Ainda na década de 70, iniciou-se a aquisição de água da antiga Comasp, hoje Sabesp. 

Em 1977, entra em operação o Reservatório Baixo 2 (RB-2), no Jardim Santa Tereza, que pertence à Sabesp (a distribuição de água é feita pelo Semae).

Em 1988 foi inaugurada a nova Estação de Captação do Município, no bairro Rio Acima. 

Atualmente, o Semae fornece água a 98% da área urbana de Mogi das Cruzes, sendo que 60% da água consumida pelos mogianos é produzida pelo Semae, a partir da Estação Pedra de Afiar.

O sistema é composto por:
Estação de Captação e Recalque 2 (ECR-2) Pedra de Afiar, no Rio Tietê, bairro Rio Acima
Duas estações de tratamento (ETA Centro e ETA Leste, no Socorro).
1.200 quilômetros de redes de água
Reservatórios
Estações elevatórias (bombeamento)

Além das principais estações de captação e tratamento e dos reservatórios construídos pelo Semae e que são a base do sistema de produção e distribuição de água em Mogi das Cruzes, ao longo das décadas a autarquia instalou também sistemas de abastecimento nos chamados núcleos isolados, devido ao crescimento populacional em pontos dispersos da malha urbana. As estruturas são compostas por poços, reservatórios e redes de distribuição: Boa Vista, Biritiba-Ussú, Barroso, Chácaras Guanabara, Jardim Nove de Julho, Parque das Varinhas e Parque São Martinho.

Temos ainda três sistemas isolados que são abastecidos pelo Semae, mas com derivações de uma adutora da Sabesp: Quatinga, São Sebastião e Taiaçupeba.


COLETA DE ESGOTO
Mogi das Cruzes é um município antigo, que se desenvolveu ao longo das margens do Rio Tietê e seus afluentes, utilizando-os como coletores naturais de esgoto.  Até o inicio do século 20, a situação permaneceu a mesma: ruas estreitas e casas praticamente coladas às margens de córregos, inexistindo canalizações específicas para esgoto. 

Em torno de 1920 a região começa a dispor de um sistema unificado de drenagem e coleta de esgotos, basicamente com o escoamento direto para o Rio Tietê. 

Em 1960, Mogi das Cruzes possuía cerca de 80 quilômetros de coletores exclusivos para esgotos, com lançamento “in natura” no Tietê. Porém, esses coletores não atingiam ainda 40% da população. 

Esta situação, agravada com o aumento do ritmo de urbanização em todo o País, contribuiu para que o Banco Nacional de Habitação (BNH), responsável pelo problema habitacional brasileiro desde 1964, criasse mecanismos para mobilizar e aplicar recursos que permitissem a execução em caráter permanente de um Programa de Financiamento para Saneamento (Finasa). 

Surgia em 1970 o Plano Nacional de Saneamento (Planasa). A viabilidade geral do plano, em cada estado, era baseada fundamentalmente na existência de uma concessionária única por Estado para construção e operação dos sistemas de saneamento básico (em São Paulo, a Sabesp). 

A partir de então, a Sabesp inicia a construção da Estação de Tratamento de Esgotos de Suzano e um Interceptor para coleta do esgoto de Mogi das Cruzes. 

Em 1992, a Sabesp começa a implantar coletores-tronco na região de Mogi das Cruzes.

Até o final dos anos 90, o foco dos investimentos em esgoto, em Mogi das Cruzes, era a coleta. No ano 2000, a cidade coletava 78% e tratava somente 0,5% do esgoto. Com chegada do século 21, o Semae e a Prefeitura voltaram seus esforços também para o tratamento.

Em 2008, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Esgoto Municipal, ao lado do Parque Centenário, em Cezar de Souza. Trata os efluentes da região leste da cidade e permitiu um grande salto nos índices de coleta e tratamento. A ETE da Sabesp, em Suzano, trata os efluentes da região central e oeste de Mogi das Cruzes.

Atualmente (2021), Mogi coleta 94% e trata 64% do esgoto coletado. O Semae tem várias obras em andamento, que vão melhorar ainda mais esses indicadores.

Além da Estação de Tratamento Municipal, o sistema da autarquia é composto pela Estação de Tratamento do núcleo isolado de Sabaúna (Vila Andrade), 800 quilômetros de rede e estações elevatórias (bombeamento).