Com temperatura acima dos 32º, Comitê de Crise Hídrica distribui água em pontos de grande concentração
12 jan 2026
Ações serão acionadas sempre que temperatura atingir 32°C ou sensação térmica ultrapassar 35°C (Divulgação/PMMC)
O Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Eventos Climáticos, criado esta semana pela prefeita Mara Bertaiolli para enfrentamento das consequências de temperaturas extremas e da escassez de água, iniciou, nesta sexta-feira (09/01), o trabalho intersetorial de distribuição de água em locais de grande concentração – em especial às pessoas mais vulneráveis e pets – e atendimento do Consultório na Rua. As ações serão acionadas sempre que a temperatura atingir 32°C ou a sensação térmica ultrapassar 35°C.
À tarde, a prefeita e vice, Téo Cusatis, acompanharam o trabalho no Largo do Rosário, onde lançaram oficialmente a ação.
Além do Largo do Rosário, a distribuição de água – feita pelo Semae e secretarias de Assistência Social e de Meio Ambiente e Proteção Animal e Proteção Animal – ocorreu também no Parque Botyra, Praça Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira (Largo 1º de Setembro), Terminal Central, Praça Francisco Urbano (Braz Cubas) e Praça Veteranos de Guerra (Jundiapeba), num intervalo de 40 minutos a 1 hora em cada local.
O Consultório na Rua é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, que oferece serviços como aferição de glicemia e de pressão arterial.
Também participaram do lançamento da ação o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, e os secretários municipais Daniela Mariano (Assistência Social), Luiz Bot (adjunto de Saúde e Bem-Estar), Patricia Cesare (Meio Ambiente e Proteção Animal), Gilberto Ito (Segurança) e Renato Abdo (Agricultura e Segurança Alimentar), além do chefe de gabinete do vice-prefeito, Eli Nepomuceno.
Comitê
O Comitê de Crise Hídrica e Mapeamento das Mudanças Climáticas foi criado para mapear, aglutinar dados, avaliar, fazer parcerias e adotar medidas que visem à economia e ao consumo racional da água e adotar providências para minimizar as consequências das temperaturas extremas e da crise hídrica, com medidas emergenciais para enfrentamento da escassez de chuvas que afeta o nível das represas da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat).
De acordo com monitoramento feito pela Sabesp, nesta sexta (09/01/2026), o Spat opera com apenas 21,5% de sua capacidade, bem abaixo do que foi registrado há um ano (40,6%). É o menor índice desde a crise hídrica de 2014-2015.
“Estamos agindo com responsabilidade, planejamento e transparência para enfrentar um cenário desafiador, que exige união de esforços e decisões firmes. A criação do Comitê de Crise Hídrica nos permite monitorar a situação, integrar ações e proteger a população de Mogi diante dos possíveis impactos das mudanças climáticas e da escassez de água”, destacou a prefeita Mara Bertaiolli, no lançamento do comitê.
Entre as medidas adotadas estão a meta de redução de 30% no consumo de água nos cerca de 600 prédios públicos municipais e campanhas de conscientização da população para o uso consciente dos recursos hídricos.
“É preocupante a diminuição do volume útil de água no Sistema Alto Tietê, que passou 40% há um ano para metade, em torno de 21%, agora no início de 2026. Por isso, decidimos de forma conjunta entre Semae, Defesa Civil e secretarias municipais, monitorar constantemente a situação e concentrar ações em diversas áreas para reduzir os impactos causados pela escassez de água”, afirma Téo Cusatis.
O comitê é formado pelo Gabinete da prefeita, Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, Fundo Social, Semae e diversas secretarias. O grupo é presidido pelo chefe de gabinete do vice-prefeito, Eli Nepomuceno.
Redução da pressão na rede
Em dezembro, a Sabesp adotou a redução de pressão na distribuição de água na área de Mogi das Cruzes que é abastecida com água adquirida da empresa. A proposta inicial, apresentada pela companhia, era implementar a redução de pressão todos os dias das 19h às 5h – mesma medida adotada em toda Região Metropolitana.
No entanto, devido às especificidades do sistema do Semae e para não comprometer o abastecimento de água para os mogianos, a autarquia solicitou medida alternativa, que foi aceita pela Sabesp (conforme abaixo). A pressão é medida em “mca”, que significa “metros de coluna d’água”:
Das 8h às 20h: de 41 para 40 mca;
Das 20h às 23h: de 41 para 35 mca;
Das 23h às 7h: alternava entre 31 e 41 mca e passa a ser de 30 mca;
Das 7h às 8h: de 41 para 35 mca.
Dessa forma, haverá economia, sem prejudicar o atendimento aos moradores.
Da água que abastece Mogi das Cruzes, 59% são produzidos pelo Semae. No entanto, os 41% restantes são comprados da Sabesp e distribuídos a partir do reservatório do Jardim Santa Tereza, em Braz Cubas.
Semae também já adota medidas de enfrentamento da situação e intensificou ações como geofonamento (detecção de vazamentos não visíveis), manutenção contínua da rede e preparação para a contratação de caminhões-pipa para reforços pontuais no abastecimento.
“Estamos atuando de forma preventiva e técnica para minimizar os impactos da escassez hídrica, mas é fundamental que toda a população colabore com o uso consciente da água. Cada atitude faz diferença neste momento”, ressalta o diretor-geral da autarquia, José Luiz Furtado.

